Sobre as Relações
Filed under: Self-development, Story — david @ July 11, 2007, 3:48pm
«(…) Esta é a história da Consciência, a revelar-se. Esta é a história da Humanidade, a evoluir. Esta é a história de Ti, a ser.
As vossas relações fazem parte desta história. No passado, entraste em relações por razões muito próximas das que articulaste há momentos. Buscavas a felicidade, esperavas encontrar a realização, a alegria e a plenitude, através da partilha da tua vida com outra pessoa.
Queria simplesmente acabar com a solidão.
A mesma coisa. Em menos palavras.
Que há de tão mau nisso?
Não há nada de mau nisso, mas há uma página da história que vieste agora aqui ver.
Nunca consegues acabar com a solidão na tua vida até acabares com a solidão dentro da tua vida.
Outra vez? Mais uma vez, por favor?
Se te sentes só no íntimo, se te sentes incompleto dentro de ti próprio, procurarás no exterior de ti próprio durante o resto da vida descobrir aquilo que não pode ser descoberto. E, depois de o experienciares repetidas vezes, podes acabar com uma série de relações que não perduram.
Tens andado a ler o meu diário?
As relações não perduram porque não compreendes o que estás a fazer nelas. Estás a tentar encontrar realização em vez de criares realização. Estás a tentar encontrar alegria em vez de criares alegria. Estás a tentar encontrar plenitude em vez de criares plenitude.
Crês que a relação é um processo de descoberta, e não é. É um processo de criação.
O mesmo se pode dizer da Vida.
Mas eu tenho tentado «criar» alegria, felicidade e plenitude no relacionamento e mesmo assim a outra pessoa, por vezes, tem partido. Portanto, que há de verdade nisso?
Isso retirou a alegria, a felicidade e a plenitude da tua vida?
Então não os tinhas lá para começar.Ninguém pode levar consigo o que está em ti.
Lembra-te disso. Lembra-te sempre disso.
Então não preciso de uma relação para criar alegria, felicidade e plenitude. Está tudo «no íntimo».
Usas uma relação para o experienciares. Tal como Deus, crias relacionamentos a fim de experienciares quem és no íntimo.
Então preciso de uma relação! Estás a confundir-me.
Não precisas de uma relação exterior a ti. É proveitoso ter uma relação comigo, dentro de ti.
Nos dias da Nova Espiritualidade, será claro que todas as relações começam, acabam e são criadas com a alma humana e no seu íntimo.
Uma vez que tenhas uma relação comigo – com a Vida, com Deus, com Tudo O Que É – dentro de ti, as relações que tens com tudo e todos os exteriores a ti serão uma experiência de alegria, felicidade e plenitude – porque as puseste lá. Então vive-la em todos os momentos da tua vida. Contudo, não podes viver sem aquilo que não tens dentro de ti.
Que inteligente. Mas senão posso «viver sem» e não o tiver dentro de mim, como o ponho lá?
Não é a partir da outra pessoa da tua relação, posso dizer-te. Coloca esse fardo nos teus amores e eles nunca o poderão carregar. Fugirão de ti tão depressa quanto puderem. Verão que há um buraco dentro de tique não conseguem preencher mesmo que tentem.
O objectivo de uma relação não é encontrar a plenitude, mas partilhar a vossa plenitude. Não é encontrar a alegria, mas partilhar a vossa alegria. Não é encontrar felicidade, mas partilhar a vossa felicidade.
Se não se sentirem felizes ao entrarnuma relação, não terão felicidade para lá pôr – e nas relações humanas, digo mais uma vez, só se encontra o que se lá põe.
Isto é verdadeiro para toda a Vida.
Assim, a relação existe como um Campo Contextual, como um recipiente ou receptáculo no qual podem despejar tudo o que são. Depois podem meter lá a mão e extrair o aspecto ou aspectos de vós próprios que desejam expressar e experienciar. Mas não conseguem retirar desse recipiente nada que não tenham lá posto. Cometerão o maior erro da vossa vida se ficarem à espera que outra pessoa vo-lo forneça.
Resumindo, uma relação trata de dar e não de receber.
Trata das duas coisas. Mas aquiloque recebes numa relação recebes de ti próprio. A tua ilusão é que o recebes de outrem. E assim, o que recebes é apenas o que dás. É esse o segredo. Se pensas que vais receber aquilo que não estiveste disposto ou foste capaz de dar, ficarás extremamente desapontado – e desapontarás extremamente outra pessoa.
Mas como posso dar o que não sou capaz de dar?
És capaz de dar seja o que for que desejes receber. Não há nada que queiras de uma relação que não possas dar a uma relação. Podes pensar que não o consegues dar, podes estar convencido que não és capaz de o dar, mas não é essa a verdade ateu respeito.
Considera a possibilidade de teres entrado na relação a fim de relembrares como ser maior do que és.
É esse o objectivo de todas as relações e de toda a vida.Tenho dito:«O objectivo da vida é recriarem-se de novo na próxima versão mais grandiosa da visão mais sublime que jamais tiveram sobre Quem São.» (…)
«O Deus de Amanhã», Neale Walsch
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A importância de saber viver
Filed under: Self-development — david @ June 27, 2007, 1:12pm
Tese do pensador russo chamado GUERDJEF, que no início do século passado já falava em autoconhecimento e na importância de saber viver
Dizia Guerdjef: “Uma boa vida tem como base o sentido do que queremos para nós em cada momento e daquilo que, realmente, vale como principal”. Assim dizendo, ele traçou 20 regras de vida que foram colocadas em destaque no Instituto Francês de Ansiedade e Stress, em Paris. Dizem os “experts” em comportamento que quem já consegue assimilar 10 delas, com certeza aprendeu a viver com qualidade. Aqui estão as 20 regras de saber viver:
- Faça pausas de dez minutos a cada duas horas de trabalho, no máximo. Repita essas pausas na vida diária e pense em você, analisando suas atitudes.
- Aprenda a dizer não sem se sentir culpado ou achar que magoou. Querer agradar a todos é um desgaste enorme.
- Planeje seu dia, sim, mas deixe sempre um bom espaço para o improviso, consciente de que nem tudo depende de você.
- Concentre-se em apenas uma tarefa de cada vez. Por mais ágeis que sejam os seus quadros mentais, você se exaure.
- Esqueça, de uma vez por todas,que você é imprescindível. No trabalho, em casa, no grupo habitual. Por mais que isso lhe desagrade, tudo anda sem a sua atuação, a não ser você mesmo.
- Abra mão de ser o responsável pelo prazer de todos. Não é você a fonte dos desejos, o eterno mestre de cerimônias.
- Peça ajuda sempre que necessário, tendo o bom senso de pedir às pessoas certas.
- Diferencie problemas reais de problemas imaginários e elimine-os, porquê são pura perda de tempo e ocupam um espaço mental precioso para coisas mais importantes.
- Tente descobrir o prazer de fatos cotidianos como dormir, comer e tomar banho, sem porém achar que é o máximo a se conseguir na vida.
- Evite envolver-se na ansiedade e tensão alheias. Espere um pouco e depois retome o diálogo, a ação.
- Família não é você, está junto de você, compõe o seu mundo, mas não é a sua própria identidade.
- Entenda que princípios e convicções fechadas podem ser um grande peso, a trava do movimento e da busca.
- É preciso ter sempre alguém em que se possa confiar e falar abertamente ao menos num raio de cem quilômetros. Não adianta estar mais longe.
- Saiba a hora certa de sair de cena, de retirar-se do palco, de deixar a roda. Nunca perca o sentido da importância sutil de uma saída discreta.
- Não queira saber se falaram mal de você e nem se atormente com esse lixo mental; escute o que falaram de bem, com reserva analítica, sem qualquer convencimento.
- Competir no lazer, no trabalho, na vida a dois, é ótimo… para quem quer ficar esgotado e perder o melhor.
- A rigidez é boa na pedra, não no homem. A ele cabe firmeza, o que é muito diferente.
- Uma hora de intenso prazer substitui com folga 3 horas de sono perdido. O prazer recompõe mais que o sono. Logo, não perca uma oportunidade de divertir-se.
- Não abandone suas três grandes e inabaláveis amigas: a intuição, a inocência e a fé.
- Entenda de uma vez por todas, definitiva e conclusivamente: Você é o que se fizer
(GUERDJEF)
Aquilo em que você acredita determina a sua ação - o poder das crenças
Filed under: Self-development — david @ June 22, 2007, 1:58pm
“Aquilo em que você acredita determina a sua ação” - frase de Mark Victor Hansen
Texto escrito por - Aldo Novak - www.academianovak.com.br
O poder das Crenças
Crenças sempre interferem, positiva ou negativamente em nossas vidas. E não me refiro a nenhuma religião. Crença é qualquer coisa que sua mente suponha ser verdadeira.
Elas ajudam. Elas atrapalham. Mas elas sempre estão ao nosso lado.
Quando você escolhe uma crença, uma idéia qualquer na qual você acredite, você está também selando parte do seu destino.
Por isso, cuidado com as idéias nas quais você acredita.
Um dos maiores desafios da vida é acreditar que algo seja possível.
Nossas crenças determinam o grau de comprometimento que temos em cada gesto, cada olhar, cada hora de esforço, cada atitude concentrada, cada vitória e cada derrota.
Se você acredita que não haja um emprego, para suas características, por que razão iria visitar empresas sob o sol escaldante ou sob a chuva, conversar com todos os conhecidos, sobre sua busca, e estudar livros e jornais, sobre sua área de atuação?
Se você procura este emprego, é porque acredita que ele exista.
Se você acredita que não está à altura de seus sonhos pessoais e profissionais, por que faria aquele esforço extra, estudando e trabalhando ao mesmo tempo, tentando pagar os livros, os cursos, seminários, workshops e evitando aquelas festas ou passeios caros?
Se você se esforça, é porque acredita que está à altura de seus sonhos.
Se você se atira às vendas, é porque acredita que alguns queiram comprar de você.
Como você pode ver, quando acreditamos que algo não possa ser feito, ou não seja possível neste momento,simplesmente não nos esforçamos, não nos empenhamos de modo avassalador. Afinal, se não pode ser feito mesmo, então por que faríamos tanto esforço? Com isso, criamos profecias auto-realizadas, de fracasso.
É assim que funcionamos.
Nosso cérebro é otimizado e não gosta de perder tempo com becos sem saída. Se concluímos, correta ou incorretamente, que não há mais nada à nossa frente, paramos. Se concluímos, correta ou incorretamente, que não podemos fazer algo, nem tentamos. Se concluímos, correta ou incorretamente, que algo não vai nos beneficiar diretamente, perdemos todos os motivos para a ação.
Perdemos nossa motivação.
A chave, aqui, é entender que quando achamos que não há razão para agir, não agimos. Se não agimos, não mudamos as circunstâncias e reduzimos nossas chances de sucesso em qualquer área da vida. Por isso, temos que vencer o primeiro obstáculo, em qualquer projeto: nossa crença exagerada em nossos pontos fracos e nossa confiança pequena em nossos pontos fortes.
Você precisa buscar uma solução e obter pequenas vitórias, uma seguida da outra, até que seja natural acreditar que será possível atingir seu sonho maior, e mais complicado. Você tem que ter uma ação positiva, isto é, tem que pegar seu grande objetivo (aquele que você acha que nunca vai conseguir) e dividi-lo em pequenas partes. Então, pegue uma dessas pequenas partes (que você possa vencer) e vá em frente, positivamente. Em seguida, pegue outra parte… até que sua crença determine ações mais fortes, mais audaciosas, mais poderosas.
Acreditar que uma coisa pode ser feita é essencial. Como disse Mark Victor Hansen, aquilo em que você acredita determina sua ação e sua ação determina seus resultados. Mas você tem que acreditar antes.
Esqueça os problemas, eles vão acontecer. Esqueça as dores das quedas, você vai cair. Esqueça as acusações ou ataques de outros contra você, pois você sempre será atacado. Então, se é para ter que agüentar tudo isso mesmo, pelo menos faça-o pelos motivos certos: escolha problemas que levem sua vida para um novo patamar de soluções; escolha cair enquanto sobe uma montanha que outros não têm coragem de subir; escolha ser atacado e acusado por aqueles que gostariam de estar em seu lugar, indo para onde você escolheu ir, mas que não querem se esforçar como você.
Escolha superar as dores, o cansaço e as lágrimas. Tudo isso faz parte da vida. Tudo isso fará parte da sua história de vitórias, tornando a água do lago ainda mais saborosa, quando você estiver lá. Aquilo em que você acredita determina sua ação e sua ação determina seus resultados
Aldo Novak - www.academianovak.com.br
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Psychology: What is ‘Personality’?
Filed under: Self-development — david @ May 23, 2007, 9:34am
Some intriguing research with kids finds that personality is a lot more malleable than previously thought.
May 21, 2007 - Carol Dweck turns nice kids into liars.
By Wray Herbert
Newsweek
It’s not quite as malevolent as it sounds. Indeed, the way the Stanford University psychologist brings out the worst in children is with kindness. She praises them lavishly, much like engaged and doting parents do with their own kids every day. She tells them how smart they are. And at the end of the day, she has them telling whoppers.
Here’s the whole story. Dweck studies personality and achievement. She is one of a growing number of psychologists who believe that personality is forever malleable, which is a radical departure from the old thinking. The old thinking was that our personality—the sum total of our human qualities—was an inherited legacy, fixed at birth and unchanging through life. So we had adventurous people and timid people; competitive Type As and laid-back Type Bs; conscientious, truthful types and—well, scoundrels and liars.
The new thinking is that these traits are not fixed but in flux, and there are many ideas about why personality might change. Dweck’s theory is that our beliefs about ourselves and the world—our “self theories,” in the jargon—are a powerful influence on who we become in life. In other words, our own lay theories about personality and aptitude actually shape our character. Consider the lying experiment.
Dweck had hundreds of preteens take a test. The problems were from a standard IQ test, and most of the kids scored OK on the test. But when Dweck praised the kids’ performance, she didn’t praise them all the same way. She praised some for their natural talent (What a great score! You’re so smart!), while others were praised for their effort (What a great score! You must have worked very hard!).
This may seem like a subtle difference, but to the developing mind the two messages are night and day. The former conveys the belief that people’s abilities and traits are fixed, written in concrete, while the latter underscores the potential for growth and the value of old-fashioned effort. The results were immediate and unambiguous: the kids who were told they were smart immediately became cautious, shying away from any further testing that might expose weaknesses. The kids who were praised for their effort, by contrast, became hungry for new challenges. What’s more, when the kids were subsequently required to solve very difficult problems, on which they all did poorly, the “smart kids” took the failure as a blow to their self-worth; where they had been smart, they were now dumb, irrevocably. The effortful kids just dug in more.
But here’s the kicker. As a final part of the experiment, Dweck had all the kids write out their thoughts about the test, ostensibly for other kids who would be taking it in the future. There was also a space for them to write in their scores. Nearly 40 percent of the kids who had earlier been praised for their raw talent lied about how well they had done on the test. They inflated their scores. They were in effect using lying as a way to deny their imperfections, which had become shameful to them.
Dweck has also made ordinary kids vengeful, insecure and lazy—all by molding their core beliefs about themselves and their potential. She describes these experiments and others in her book “Mindset: The New Psychology of Success.” But don’t be alarmed. These undesirable personality traits aren’t permanent or irreversible. Indeed, in more recent work Dweck has actually intervened to change kids’ beliefs for the better. One such intervention, reported in the most recent issue of the journal Child Development, helped teenagers make the difficult transition to higher-level mathematics by altering their beliefs about effort and achievement.
In this five-year study, Dweck first examined how seventh-graders’ beliefs were affecting their success in junior-high-school math, without any intervention. Adolescence is a tough transition for many kids for a lot of reasons, and gatekeeper courses like algebra and trig often sort out the high achievers from the also-rans. The kids had all arrived at adolescence with beliefs formed from years of parenting and formal education. Dweck found, as her theory would predict, that kids with a “growth” mindset improved their grades over two years, while the performance of kids with a “fixed” mindset stayed flat.
Then she gave some of the kids an added advantage. She had all the kids take an eight-week study-skills course, but half the kids were also introduced to the most recent neuroscience on the brain’s malleability. They learned that the brain is a muscle, which like any muscle can be strengthened through hard work. They were in effect being taught to believe in the human potential for growth, though it was disguised in research papers on sprouting neurons and synapses.
What happened? First, the kids who were taught about human potential were much more highly motivated as math students than their classmates who did not get the neuroscience lessons. What’s more, those with a newly acquired belief in effort and growth had better grades than those who were still stuck in the belief that temperament and ability are fixed. They believed that they could flex their intellectual muscles, so they did, and the effort showed up in their achievements.
Old beliefs die hard. And the belief in natural talent and destiny is deeply entrenched. But the clear message from psychological research is that even core beliefs can be changed, and changing belief, in turn, changes personality. Those kids in Dweck’s earlier study aren’t incorrigible liars and scoundrels, at least not yet. That will depend a lot on their parents and teachers.
Meditation found to increase brain size
Filed under: Self-development, Yoga — david @ May 13, 2007, 12:18pm
in: Harvard University Gazette
Mental calisthenics bulk up some layers
Harvard News Office
People who meditate grow bigger brains than those who don’t.
Researchers at Harvard, Yale, and the Massachusetts Institute of Technology have found the first evidence that meditation can alter the physical structure of our brains. Brain scans they conducted reveal that experienced meditators boasted increased thickness in parts of the brain that deal with attention and processing sensory input.
In one area of gray matter, the thickening turns out to be more pronounced in older than in younger people. That’s intriguing because those sections of the human cortex, or thinking cap, normally get thinner as we age.
“Our data suggest that meditation practice can promote cortical plasticity in adults in areas important for cognitive and emotional processing and well-being,” says Sara Lazar, leader of the study and a psychologist at Harvard Medical School. “These findings are consistent with other studies that demonstrated increased thickness of music areas in the brains of musicians, and visual and motor areas in the brains of jugglers. In other words, the structure of an adult brain can change in response to repeated practice.”
The researchers compared brain scans of 20 experienced meditators with those of 15 nonmeditators. Four of the former taught meditation or yoga, but they were not monks living in seclusion. The rest worked in careers such as law, health care, and journalism. All the participants were white. During scanning, the meditators meditated; the others just relaxed and thought about whatever they wanted.
Sara Lazar (center) talks to research assistant Michael Treadway and technologist Shruthi Chakrapami about the results of experiments showing that meditation can increase brain size. (Staff photo Kris Snibbe/Harvard News Office)
21 de Março - Equinócio da Primavera, Dia Mundial da Árvore e Dia Mundial da Poesia
Filed under: Environment & Ecology, Citations — david @ March 22, 2007, 10:48pm
Quando vier a Primavera,
Se eu já estiver morto,
As flores florirão da mesma maneira
E as árvores não serão menos verdes que na Primavera passada.
A realidade não precisa de mim.
Sinto uma alegria enorme
Ao pensar que a minha morte não tem importância nenhuma
Se soubesse que amanhã morria
E a Primavera era depois de amanhã,
Morreria contente, porque ela era depois de amanhã.
Se esse é o seu tempo, quando havia ela de vir senão no seu tempo?
Gosto que tudo seja real e que tudo esteja certo;
E gosto porque assim seria, mesmo que eu não gostasse.
Por isso, se morrer agora, morro contente,
Porque tudo é real e tudo está certo.
Podem rezar latim sobre o meu caixão, se quiserem.
Se quiserem, podem dançar e cantar à roda dele.
Não tenho preferências para quando já não puder ter preferências.
O que for, quando for, é que será o que é.
Alberto Caeiro / Fernando Pessoa (1888 - 1935)
Biografia: http://www.vidaslusofonas.pt/fernando_pessoa.htm
As árvores crescem sós. E a sós florescem.
Começam por ser nada. Pouco a pouco
se levantam do chão, se alteiam palmo a palmo.
Crescendo deitam ramos, e os ramos outros ramos,
e deles nascem folhas, e as folhas multiplicam-se.
Depois, por entre as folhas, vão-se esboçando as flores,
e então crescem as flores, e as flores produzem frutos,
e os frutos dão sementes,
e as sementes preparam novas árvores.
E tudo sempre a sós, a sós consigo mesmas.
Sem verem, sem ouvirem, sem falarem.
Sós.
De dia e de noite.
Sempre sós.
Os animais são outra coisa.
Contactam-se, penetram-se, trespassam-se,
fazem amor e ódio, e vão à vida
como se nada fosse.
As árvores não.
Solitárias, as árvores,
exauram terra e sol silenciosamente.
Não pensam, não suspiram, não se queixam.
Estendem os braços como se implorassem;
com o vento soltam ais como se suspirassem;
e gemem, mas a queixa não é sua.
Sós, sempre sós.
Nas planícies, nos montes, nas florestas,
a crescer e a florir sem consciência.
Virtude vegetal viver a sós
e entretanto dar flores.
António Gedeão (24.11.1906 - 19.02.1997)
in Poemas Escolhidos ( 1996)
Biografia: http://www.citi.pt/cultura/literatura/poesia/antonio_gedeao/biografia.html
Alerta ecológico
Filed under: Environment & Ecology — david @ February 18, 2007, 7:44pm
“Dez Coisas A Fazer” foi o alerta lançado pelo Oceanário para ajudar a combater o aquecimento global:
01 - Mudar uma lâmpada - substituir uma lâmpada normal por uma lâmpada florescente poupa 68 Kg de carbono por ano;
02 - Conduzir menos - caminhar, andar de bicicleta, partilhar o carro ou usar os transportes públicos com mais frequência. Poupará 0,5 Kg de dióxido de carbono por cada 1,5 Km que não conduzir!
03 - Reciclar mais - pode poupar 1.000 Kg de dióxido de carbono por ano reciclando apenas metade do seu desperdício caseiro;
04 - Verificar os pneus - manter os pneus do carro devidamente calibrados pode melhorar o consumo de combustível em mais de 3 %. Cada 4 litros de combustível poupado retira 9 Kg de dióxido de carbono da atmosfera!
05 - Usar menos água quente - aquecer a água consome imensa energia. Usar menos água quente instalando um chuveiro de baixa pressão poupará 160 Kg de CO2 por ano e lavar a roupa em água fria ou morna poupa 230 Kg por ano;
06 - Evitar produtos com muita embalagem - pode poupar 545 Kg de dióxido de carbono se reduzir o lixo em 10 %;
07 - Ajustar o termostato - acertar o termostato apenas dois graus para baixo no Inverno e dois graus para cima no Verão pode poupar cerca de 900 Kg de dióxido de carbono por ano;
08 - Plantar uma árvore - uma única árvore absorve uma tonelada de dióxido de carbono durante a sua vida;
09 - Seja parte da solução - aprenda mais e torne-se activo em www.climatecrisis.net
10 - Espalhe a mensagem! - incentive os amigos a ver “Uma Verdade Inconveniente ”
Antes de imprimir este texto, pense se é mesmo necessário. Para produzir 1 tonelada de papel são necessárias 10 a 20 árvores, 10.000L de água e 5MW.hora de energia. Em média, por ano, uma família gasta em papel o equivalente ao abate de seis árvores. A protecção do ambiente deve ser uma preocupação de todos nós.
Análise à ética deste referendo sobre o aborto
Filed under: Misc — david @ February 06, 2007, 10:18pm
Para mim, um dos princípios fundamentais da ética é conduzirmos as nossas acções a levarem ao bem estar geral e, porque a perfeição é impossível, procurar, em todas as situações, o mal menor.
Na questão do aborto há dois males fundamentais que são centrais:
- As condições a que é sujeita uma mulher que aborta - antes, durante e depois deste acto
- Terminação da vida humana intra-uterina
Estes dois males formam dois vectores de análise onde podemos estabelecer um conjunto de acções para a sua redução, levando ao menor prejuízo possível.
Nas últimas semanas tenho lido imenso sobre a questão do aborto: informação existente nos sites de movimentos pelo Sim e pelo Não; estudos científicos disponíveis na Internet; textos de opinião nos jornais; etc. Tenho também tido várias discussões saudáveis e produtivas com familiares e amigos. O que aqui escrevo resulta desta investigação exaustiva e discussão e reflexão profundas sobre os vários aspectos dos dois males acima referidos.
Infelizmente, há alguma tendência das pessoas pelo Sim a darem demasiado foco ao primeiro mal e das pessoas pelo Não ao segundo mal, em ambos os casos negligenciando-se o outro. A minha posição em relação à pergunta específica deste referendo específico é votar Não. Na exposição das minhas razões pelo Não, dou atenção a ambos os males e demonstro (com números sólidos e exaustivos, relativos a abortos legais em vários países) que, entre outras coisas, a legalização do aborto tem inerente um risco enorme e real de aumento desta prática.
Portátil usado, extra-leve e muito funcional à venda!
Filed under: Misc — david @ January 11, 2007, 4:51pm
Comprei um novo portátil e coloco o meu antigo à venda. Trata-se de um Sony VAIO PCG-TR3, CPU: Centrino 1 GHz, RAM 1GB, Disco 40GB, Peso 1,4 Kg.

É uma máquina muito funcional e versátil, pois é mesmo muito leve e pequena, mas com óptima qualidade sendo muito prática para levar sem se notar. Tem uma grande autonomia de uso em termos de bateria e um ecrã de contraste e vividez, característico da Sony, inigualável por outras marcas. Apesar do tamanho e leveza inclui uma drive que lê DVDs e grava CDs, tem webcam integrada, etc. etc.
Em termos de Sistema Operativo e restante Software, graças ao uso dos CDs de recuperação incluídos, a máquina será disponibilizada tal como veio de fábrica. Estes CDs podem a qualquer momento voltar a ser usados para repôr a máquina no seu estado original, por exemplo, em caso de problemas tipo vírus graves. Vêm instalados o Microsoft Windows XP Profissional com o Norton Anti Virus e Internet Security 2003 - licença de uso de 90 dias - e o Microsoft Office 2003 - licença de uso de 30 dias. A pedido, posso instalar o OpenOffice.org 2.1, um pacote de software idêntico ao da Microsoft, que abre e grava ficheiros nos formatos da Microsoft (Word, Excel, Powerpoint), tem dicionário da língua portuguesa e também de sinónimos e é completamente gratuito.

A especificação completa pode ser consultada aqui. Caso não estejas interessada/o na máquina mas souberes de alguém que possa estar, por favor reencaminha esta mensagem.
Depois de 2 anos de uso, a nível de defeitos neste portátil, há apenas a assinalar o seguinte: há mais para ler / there’s more to this »
Pedidos de sangue por e-mail são brincadeiras de mau gosto
Filed under: Hoax — david @ January 04, 2007, 1:34pm
Na sequência de ter recebido um e-mail a pedir sangue de tipo B- raro (texto da mensagem a seguir) resolvi pesquisar no Google (usando o método descrito aqui) a veracidade do mesmo e infelizmente trata-se de mais uma brincadeira. Segue mais à frente a encontrada resposta oficial do Instituto Português do Sangue em relação a este tipo de falsidades.
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